quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

As coisas que se dizem

"Levar a sério o que diz um político ... pode causar infertilidade e, havendo coerência legislativa, a lei do tabaco deveria aplicar-se às declarações políticas, que só poderiam ser proferidas ao ar livre ou em sítios com adequada extracção de ar e de credulidade."


Manuel António Pina, "Jornal de Notícias", 20 de Fevereiro de 2008



Esta é uma frase demasiado estúpida, até mesmo para um blog estúpido, mas este está nos seus últimos dias sob minha desorientação. Vou passá-lo ao meu irmão e, se ele não quiser, apaga-se.



quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

A foto mais reveladora de sempre...e o resto é ciência.

Esta foto foi considerada a cover mais bem conseguida de sempre na história de todas as edições, já publicadas, da famosíssima magazine Rolling Stone. Importa, contudo, fazer uma análise mais psicanalítica da mesma.


Aqui o casal Lennon/Yoko despe-se de preconceitos (pelo menos John) e transporta para a objectiva da câmera fotográfica a deprimente intimidade do casal. Num segundo olhar mais atento, apercebemo-nos que, com o simbolismo da devoção de John Lennon por Yoko Ono, bastante Edipiano por sinal, contrasta uma Yoko Ono aparentemente indiferente. Acabadinha de acordar até.

Depois de anos e anos de estudo, verifiquei o seguinte.

Será que ninguém nunca se interrogou, num também simbolismo da relação corpo-espaço...
Meus amigos, mas afinal a palavra - Yoko não significa “Lado” em Japonês - E em que posição está John??
Pois é! Aí têm…

Esta mulher é sem dúvida a responsável de colocar Lennon de lado(parte) nos Beatles...Nunca vi uma prova tão contundente.
Para a semana trago-vos uma matéria sobre o inebriante sorriso de Mona Lisa, que Da Vinci nunca soube explicar muito bem. Aliás, por acaso até é mais: um sorriso de qualquer coisa acabada em IDA.




quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Allgarve

E este mapa, diz que estava no Financial Times. Eu acredito.
Pelo menos, já podemos facilmente por gasolina em Espanha quando vamos ao Algarve.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

No café

Esta Jovem encontrei-a ali no café da esquina.

Vagabundo

Na fotografia, em cima e à direita, podem ver o moderador deste blog, a brincar pacientemente com um qualquer vagabundo, dos muitos que abundam em Lisboa. Deviam esterilizá-los.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Kailua-Kona (no Havai)

Um companheiro cibernauta neo-zelandês, fluente em várias linguas modernas, enviou-me algumas fotografias e impressões vívidas de Kailua-Kona, ou simplesmente Kona, no Havai. Parece paradisíaco. Há praias fantásticas, como a famosa Beach 69.
Tudo isto existe e até nem é nada triste. E o fado também não é para aqui chamado. Tomem lá esta fotografia para terem uma ideia melhor e deixarem as piadas fáceis e ordinárias. Querem ver que já não se pode ir a Kona.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

O penico

A minha parte preferida da visita ao veterinário é quando este chama, não o dono, mas o próprio animal em si. Dá-se uma inversão curiosa de sujeito e, além disso, ouço sempre alguns nomes extraordinários: «Afonso Henriques, faça favor de entrar … Blimunda, chegou a sua vez … Rafael Fonseca… Américo Tomás … Ligeirinho Costa … Bolinha de Neve … Rafeiro da Selva … etc.».
E não o esqueçamos, o veterinário é fundamental para o metabolismo social nos nossos dias. Há muita gente que não consegue ter a caixa dos pirulitos afinada quando ouve o respectivo bicho espirrar duas vezes seguidas.

Aqui ao lado está uma escultura egípcia em exibição no Louvre. Estático o gato, como em quase toda a arte egípcia, mas expressivo. No Antigo Egipto adoravam os gatos como se fossem deuses, versão que prefiro às queimas de gatos medievais. Até porque talvez sejam mesmo deuses que por cá andam para ver como mijamos fora do penico.



quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

O Regresso do... Pirado da Silva!

Estas últimas tendências do espírito humano, muito presentes em algumas ruas do bairro alto em determinados horários, começam a condicionar a minha vida. Mas isso agora não interessa nada.
No outro dia, ao dirigir-me à loja «area» das amoreiras para preencher um formulário, para me candidatar a um “part-timezinho”, deparei-me (incrédulo) com a seguinte alínea:
- Em vez do famoso questionário rápido - com a alínea a perguntar o género ( M ou F), para masculino ou feminino; tinha esta pergunta - “Orientação Sexual?” com as seguintes hipóteses de resposta – Homo (de homossexual), HETE (de heterossexual), Bi (de bissexual) e OB (Outras Brincadeiras).
Naturalmente, respondi – Heterossexual, pelo menos, posso afirmar convictamente que sou, em anos bissextos.
Foi com grande tristeza que constatei que a minha candidatura havia sido recusada à partida, por não encaixar no perfil de empregado pretendido pela loja. E depois querem que haja paz no mundo. Fui claramente vítima de um extremado preconceito, por causa da minha orientação sexual. Claro que não ficou por aqui esta escória (perdão! estória sem h)… Se eles pensavam que eu iria desistir por uma pequena parvoíce, enganaram-se redondamente.
É evidente que fiz o mais sensato. No dia seguinte, aprontei-me a apresentar-lhes o meu namorado, explicando que tinha repensado a minha orientação sexual e que por isso merecia uma nova oportunidade para preencher o formulário, e, que desta vez, não teria forma de me enganar em nenhuma resposta.
Moral da história (com h), não só tenho um novo emprego, como uma nova relação.





segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Fel

Há coisas que têm graça não em si mesmas, mas quando pensamos em quem as diz. Como nesta entrevista de Vasco Pulido Valente:

"- Vai escrever as suas memórias?
- Só escreveria memórias se toda a gente sobre quem falasse já tivesse morrido…

- Porquê?
- Para não correr o risco de ofender ninguém."



sábado, 15 de dezembro de 2007

A seca da semana

Um poeta e um bêbado escalam uma montanha. Sentem-se cansados e com fome quando ao seu encontro vem um S. Bernardo, com o pequeno barril de madeira ao pescoço, carregando uísque.
Diz o poeta:
- Estamos salvos! Lá vem o melhor amigo do homem!
Diz o bêbado:
- Eh pá, não é que vem mesmo! E até traz um cão!