
Isto não são frases sequer, é linguagem sonora não verbal, v.g., grunhidos, ou qualquer outra coisa. «Mas quem será que escreve isto?», pensei.
Trata-se com toda a certeza de uma feminista histriónica, disfarçada com nome e fotografia de um gajo que personifica a estupidez. Todos os supostos elogios têm um único e claro objectivo: a troca mercantilista/capitalista mais inescrupulosa. Mimos maricas por trabalhos forçados. Veja por si próprio. Aviso: só me apeteceu traduzir nove.
1. “Os teus estão braços estão a ficar maiores” – É dos exemplos mais elaborados. O elogio à suposta virilidade como potenciador da auto-estima e bom humor para conseguir que tomemos de bom grado em mãos uma tarefa pesada, por exemplo arrastar novamente o pesadíssimo móvel que está na sala outra vez para o corredor, donde nunca deveria ter saído.
3. “Uau” – Não difere muito de língua para língua. Os ursos e outros animais podem fazê-lo também. Vira o disco e toca o mesmo.
4. “Os miúdos adoram-te” – Representa um dos mais baixos golpes sentimentais, como forma de apelar a uma maior participação masculina na educação das crianças. Deve responder que, se é adorado pelos seus filhos, é porque fez por isso.
5. “O que é que achas disto?” – A mesma coisa, fingindo interesse pelas suas opiniões em assuntos onde normalmente você não é tido nem achado.
6. “Que pés tão giros” – Confesso que isto ultrapassa a minha capacidade de compreensão. Será, com toda a probabilidade, uma tentativa de nos distrair com objectivos obscuros.
7. “Miaaau” - Há uns anos atrás muitos homens comentaram o “miau” da Michel Pfeiffer no filme Batman II. Sempre é melhor que rosnar ou latir.
8. “É pá, impressionante” – Mais do mesmo.
9. “Desejo-te” – Se for sincero é sempre bem-vindo. Que bom seria se tivéssemos começado assim…